
Renan Lourenço de Oliveira Silva
Mestre pelo IPEN/USP (2021), com ênfase em estudos ambientais, graduado em Química Ambiental pelo Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) (2013) e técnico em Química pela Etec Getúlio Vargas (2007). Atua na Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) desde 2010 e, desde 2022, exerce a função de gerente da Divisão de Amostragem. Possui ampla experiência em atividades de campo, incluindo coordenação e execução de campanhas de amostragem em diferentes matrizes ambientais, como água, sedimento e biota aquática, em ambientes interiores, costeiros, estuarinos e subterrâneos. Sua atuação é fortemente voltada à garantia da qualidade em amostragem ambiental, com ênfase na implementação e manutenção de sistemas conforme a norma ISO/IEC 17025. É auditor interno qualificado na ISO/IEC 17025:2017, com atuação em amostragem, ensaios de campo e análises químicas.
Coordena e ministra o curso “Coleta e Preservação de Amostras de Água e Sedimento” da CETESB, além de atuar como instrutor em capacitações relacionadas à amostragem ambiental, controle de qualidade e estimativa de incerteza de medição.
Seus principais temas de atuação incluem amostragem de ambientes aquáticos, metodologias de análise in situ, controle de qualidade em amostragem, estimativa de incerteza de medição e processos de acreditação conforme a ISO/IEC 17025.
Palestra
Amostragem Ambiental e Microplásticos: Desafios para a Confiabilidade dos Dados Ambientais
Detalhes
A amostragem ambiental representa uma etapa crítica para a obtenção de dados ambientais confiáveis, influenciando diretamente a representatividade das amostras e a qualidade dos resultados gerados em programas de monitoramento ambiental. Apesar de sua relevância, durante muitos anos as discussões técnicas concentraram-se predominantemente nas etapas laboratoriais, enquanto aspectos relacionados às estratégias de coleta, controle de qualidade em campo e incertezas associadas à amostragem permaneceram relativamente menos explorados. Nesse contexto, o monitoramento de microplásticos em ambientes aquáticos impõe desafios adicionais à área de amostragem ambiental, exigindo o desenvolvimento de novas abordagens metodológicas, cuidados específicos e avanços na harmonização de protocolos e critérios de qualidade. A experiência relacionada ao desenvolvimento de protocolos de coleta em parceria entre CETESB e UNIFESP evidencia tanto os desafios operacionais, ainda existentes, quanto a necessidade de consolidação de referências técnicas nacionais para o monitoramento de contaminantes emergentes. Nesse cenário, o Guia Nacional de Coleta e Preservação de Amostras (CETESB/ANA) destaca-se como importante referência para padronização e fortalecimento da confiabilidade dos dados ambientais no Brasil, reforçando a importância da futura incorporação de diretrizes voltadas ao monitoramento de microplásticos e outros contaminantes emergentes.
Data e horário
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