
Claudia Lamparelli
Possui Graduação em Bacharelado e Licenciatura em Ciências Biológicas (1981), pela Universidade de São Paulo, Mestrado em Ecologia pela Universidade de São Paulo (1987) e Doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (1995). Desde 1986 é contratada da CETESB – Companhia Ambiental do Estado de São Paulo onde foi gerente do Setor de Águas Litorâneas de 1997 a 2008. De 2009 a 2012 foi gerente do Setor de Águas Superficiais. Desde 2013 é gerente do Setor de Águas Litorâneas Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Saúde Pública, atuando principalmente nos seguintes temas: avaliação de Impacto Ambiental, litoral do Estado de São Paulo, emissários submarinos, balneabilidade de praias, qualidade de água, monitoramento ambiental e ecossistemas costeiros. Participou da Revisão da Resolução CONAMA 20/86 com a elaboração das Resoluções do CONAMA 274/2000 e 3572005. Também participou das reuniões grupo setorial do Litoral Norte para a elaboração de Decreto de lei que dispõe sobre o Zoneamento Ecológico, e dos Planos de manejo das APAs Marinhas do estado de São Paulo. Ministrou aulas em cursos de Pós-Graduação como Professora convidada da UNISANTOS, Faculdade de Saúde Pública da USP e Universidade de Cantabria – Espanha. Ministrou a Disciplina de Ecologia no Curso de Especialização em Tecnologias Ambientais da Fatec-SP. Ministra Cursos de Gestão das Águas Costeiras pela Escola Superior da CETESB.
Palestra
Microplásticos nos ambientes costeiros: Desafios e caminhos para o monitoramento
Detalhes
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) realiza, desde 2010, o monitoramento sistemático da qualidade das águas costeiras em 21 áreas do litoral paulista, com a avaliação de diversos parâmetros físico-químicos e biológicos. Diante do reconhecimento de que os resíduos plásticos constituem o principal componente do lixo marinho, a CETESB vem avançando na incorporação da avaliação dessa forma de poluição em seus programas, com ênfase na ocorrência e distribuição de microplásticos.
Os microplásticos representam um dos principais desafios ambientais contemporâneos, devido à sua ampla disseminação, persistência no ambiente e capacidade de transporte a longas distâncias. Esses contaminantes atingem os ecossistemas aquáticos por diferentes vias, incluindo a fragmentação de resíduos plásticos maiores, o lançamento de efluentes e o escoamento superficial. Uma vez no ambiente, são de difícil remoção e podem impactar a biota e a qualidade ambiental.
Apesar de sua relevância, o monitoramento de microplásticos ainda é recente e carece de metodologias padronizadas, inclusive em escala internacional, o que limita a comparabilidade dos resultados. Esse cenário evidencia algumas lacunas no estabelecimento de protocolos para o monitoramento ambiental por órgãos governamentais, embora avanços já sejam observados em alguns países. No Brasil, já existe produção científica relevante sobre o tema, contudo, o número de laboratórios com capacidade analítica consolidada ainda é restrito.
Nesse contexto, a CETESB vem estruturando ações para capacitação técnica e desenvolvimento metodológico, visando à futura inclusão dos microplásticos como parâmetro na rede de monitoramento costeiro do Estado de São Paulo. Essa iniciativa conta com a parceria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), envolvendo o desenvolvimento e a padronização de protocolos para amostragem e análise em água e sedimentos.
Essa iniciativa tem como objetivo contribuir para o fortalecimento do monitoramento ambiental, gerando resultados sobre a distribuição dos microplásticos nos ambientes costeiros do estado e subsidiando a avaliação da efetividade de políticas públicas e instrumentos legais nacionais e internacionais voltados ao combate ao lixo no mar, incluindo a ENOP-Estratégia Nacional Oceano sem Plástico e o Plano Estadual de Combate ao Lixo no Mar, além do acordo global juridicamente vinculante sobre poluição por plásticos (Resolução UNEP 5/14, 2022).
Data e horário
Terça-feira, 09 de junho, das 10h30 às 11h00.
