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	<title>SIMPEA 2026</title>
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	<description>1º Simpósio Internacional de Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos</description>
	<lastBuildDate>Thu, 04 Jun 2026 18:04:05 +0000</lastBuildDate>
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	<title>SIMPEA 2026</title>
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		<title>1º Simpósio Internacional de Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos será na Unisanta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sime25Support]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2026 17:57:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>70% das praias do Brasil já estão contaminadas e o SIMPEA irá protagonizar discussões e reflexões sobre a problemática do plástico, com palestras e workshops técnicos e científicos Profissionais nacionais e internacionais irão se reunir, durante cinco dias, na Unisanta para a realização do 1º SIMPEA – Simpósio Internacional de Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos, de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong><em>70% das praias do Brasil já estão contaminadas e o SIMPEA irá protagonizar discussões e reflexões sobre a problemática do plástico, com palestras e workshops técnicos e científicos</em></strong></p>
<p><span id="more-5668"></span></p>
<p>Profissionais nacionais e internacionais irão se reunir, durante cinco dias, na Unisanta para a realização do 1º SIMPEA – Simpósio Internacional de Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos, de 9 a 13 de junho. O objetivo é propor soluções e técnicas de pesquisa para a mitigação do problema do microplástico em ambientes aquáticos – estima-se que cerca de 8 milhões de toneladas de plástico cheguem aos oceanos todos os anos. O assunto, que está no centro da crise climática, coloca a Baixada Santista no meio da discussão, pois o sistema estuarino de Santos-São Vicente abriga o segundo rio mais poluído do mundo por microplásticos, o Rio dos Bugres. O Simpósio é uma parceria entre o Instituto EcoFaxina e o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), com o apoio da Unisanta.</p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-5670" src="https://www.simpea.eco.br/wp-content/uploads/2026/06/SIMPEA-poster-724x1024.jpeg" alt="" width="724" height="1024" srcset="https://www.simpea.eco.br/wp-content/uploads/2026/06/SIMPEA-poster-724x1024.jpeg 724w, https://www.simpea.eco.br/wp-content/uploads/2026/06/SIMPEA-poster-212x300.jpeg 212w, https://www.simpea.eco.br/wp-content/uploads/2026/06/SIMPEA-poster-768x1087.jpeg 768w, https://www.simpea.eco.br/wp-content/uploads/2026/06/SIMPEA-poster.jpeg 1068w" sizes="(max-width: 724px) 100vw, 724px" /></p>
<p>“A realização do 1º SIMPEA marca um passo decisivo na governança ambiental e na produção de conhecimento sobre uma das ameaças mais invisíveis e persistentes da nossa era: os microplásticos. Trazer esse tema para o centro do debate não é apenas uma questão de preservação da biodiversidade marinha, mas um imperativo de saúde pública e social. Já sabemos que esses fragmentos permeiam a cadeia alimentar e os recursos hídricos, tornando urgente a conexão entre a ciência de ponta e a formulação de políticas públicas eficazes. O Simpósio celebra a semana do Dia Mundial dos Oceanos e traz a necessidade de transformarmos a conscientização em ações estruturadas”, declara William Schepis, biólogo e diretor do Instituto EcoFaxina, que atua há 18 anos na conservação ambiental da Baixada Santista.</p>
<p>Com uma programação técnica de alto nível, o evento já conta com dezenove especialistas confirmados do Brasil e do exterior, que conduzirão palestras e oficinas práticas. O corpo docente e técnico do simpósio reúne pesquisadores internacionais de referência na área de Química de Polímeros e Engenharia Química da Universidade de Dresden (Alemanha), além de lideranças científicas e gestores estratégicos de instituições nacionais de ponta, como a Cetesb, o Ipen/CNEN e diversas universidades. Essa sinergia global garante um debate multidisciplinar inédito sobre o monitoramento e a mitigação da poluição por microplásticos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As inscrições já estão abertas. Podem participar estudantes de ensino médio, ensino superior e profissionais, basta acessar o site: <a href="https://www.simpea.eco.br/">https://www.simpea.eco.br</a></strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Uma pessoa pode ingerir de 74 a 121 mil partículas por ano</strong></h2>
<p>O problema dos microplásticos em escala global já apresenta números bastante alarmantes: estima-se que hoje seja despejado no mar o equivalente a um caminhão de lixo de plástico a cada minuto. Esse material se fragmenta e chega a partículas menores que 5 mm se espalhando amplamente, sendo encontrado em águas profundas, solo, organismos marinhos e até no corpo humano. Em termos de impacto humano, estudos canadenses indicam que uma pessoa pode ingerir de 74 mil a 121 mil partículas de microplástico por ano, principalmente por meio da alimentação e da água, o que causa doenças e já é considerado um problema emergente de saúde pública.</p>
<p>No Brasil, um dos maiores levantamentos já feitos sobre o tema – publicado na revista científica Environmental Research – mostrou que 69,3% das praias brasileiras estão contaminadas por microplásticos. Em Santos (SP), a situação é ainda mais crítica: o estuário da cidade foi classificado como um dos mais contaminados do mundo. Em pesquisa realizada pelo Instituto EcoFaxina, em parceria com o Ipen, o Rio dos Bugres foi apontado o segundo mais poluído por microplástico do mundo, atrás apenas do Rio Pasur, em Bangladesh.</p>
<p>“Santos é um dos principais territórios costeiros do Brasil e reúne, de forma muito evidente, diversas pressões ambientais típicas do Antropoceno: atividade industrial e portuária intensa, urbanização costeira, turismo, drenagem urbana, resíduos sólidos, problemas de saneamento, além da circulação global de pessoas e mercadorias. Ao mesmo tempo, a cidade possui forte tradição em pesquisa marinha, oceanografia, educação ambiental, gestão costeira e, mais recentemente, cultura oceânica, tornando-se um laboratório para debates sobre sustentabilidade costeira”, reforça o professor e biólogo da Unisanta, Camilo Seabra, sobre a relevância de Santos no cenário socioambiental.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Soluções na pesquisa e além da ciência</strong></h2>
<p>Para que a verdadeira mudança aconteça, as soluções de mitigação precisam sair da discussão acadêmica e alcançar a sociedade política e civil. Para Ademar Lugão, líder de pesquisa do Centro de Química e Meio Ambiente em Ciência de Polímeros, Nanotecnologia e Biomateriais, a promoção da responsabilidade social para a redução da poluição por plásticos é fundamental.</p>
<p>“O problema da poluição por plásticos dos oceanos e outros ecossistemas aquáticos é basicamente um problema de gestão do lixo urbano. Essa tarefa cabe às municipalidades e a cada cidadão, pois sistemas de coleta eficientes só funcionam se os resíduos são dispostos adequadamente. O SIMPEA visa atrair agentes multiplicadores, educadores, autoridades e voluntários que consigam entender a urgência na promoção de ações de gestão e mitigação”, explica Lugão.</p>
<p>O trabalho de pesquisa do Ipen é combater a poluição plástica em duas frentes: na origem, introduzindo novas tecnologias para melhorar a reciclagem de plásticos; e no monitoramento do solo de rios e oceanos, onde a maior parte dos resíduos plásticos é depositada. A ciência e a tecnologia nucleares podem desempenhar um papel fundamental em ambas as frentes.</p>
<p>“A irradiação pode ser usada para tratar plásticos existentes e torná-los aptos para reutilização – ampliando o potencial de reciclagem atual e permitindo uma reutilização mais ampla e de maior valor. A ciência nuclear é usada também para identificar, rastrear e monitorar plásticos no oceano, particularmente microplásticos”, finaliza.</p>
<p>Técnicas, pesquisas, legislação, controle de qualidade entre outras serão apresentados pelo Ipen no 1º Workshop de Coleta, Caracterização e Aplicações Nucleares para Mitigação de Microplásticos (NuclearMicro), que acontecerá dentro do SIMPEA. Além disso, os participantes poderão fazer visita técnica ao Ipen, em São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>SERVIÇO:</strong></h2>
<p>1º Simpósio Internacional de Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos (SIMPEA)<br />
Local: Universidade Santa Cecília (Unisanta).<br />
Endereço: Rua Doutor Cesário da Mota, 8 – Boqueirão, Santos – SP<br />
Data: 9 a 13 de junho de 2026.<br />
Informações e inscrições: www.simpea.eco.br<br />
Organização: Instituto EcoFaxina e Ipen<br />
Apoio: Unisanta, Cetesb, Grupo Tribuna, Prefeitura de Santos e Governo do Estado de São Paulo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Sobre o Instituto EcoFaxina</strong></h3>
<p>O Instituto EcoFaxina é uma Organização da Sociedade Civil (OSC), fundada em 2008, na cidade de Santos, para combater a poluição marinha e a degradação de ecossistemas aquáticos por meio da elaboração de projetos, desenvolvimento de pesquisas e promoção de políticas públicas, tendo como estratégia a contenção do resíduo sólido flutuante e a recuperação de áreas de preservação permanente, em parceria com o poder público, comunidades de palafitas e setor privado. O Instituto EcoFaxina inspira pessoas a falar e agir pelo Oceano. Desde sua fundação, realizou 208 ações envolvendo mais de 6.500 voluntários, que retiraram 94.865 kg de resíduos sólidos de ecossistemas aquáticos dulcícolas, estuarinos e marinhos. Site: www.institutoecofaxina.org.br</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><strong>Sobre o Ipen</strong></h3>
<p>O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen) é uma autarquia vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) do Governo do Estado de São Paulo e gerida técnica e administrativamente pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Governo Federal. Tem como missão a melhoria da qualidade de vida da população brasileira, produzindo conhecimentos científicos, desenvolvendo tecnologias, gerando produtos e serviços de maneira segura e formando recursos humanos nas áreas nuclear e correlatas.</p><p>The post <a href="https://www.simpea.eco.br/1o-simposio-internacional-de-microplasticos-em-ecossistemas-aquaticos-sera-na-unisanta/">1º Simpósio Internacional de Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos será na Unisanta</a> first appeared on <a href="https://www.simpea.eco.br">SIMPEA 2026</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Microplásticos e poluentes persistentes estão presentes mesmo em águas profundas do Brasil</title>
		<link>https://www.simpea.eco.br/microplasticos-e-poluentes-persistentes-estao-presentes-mesmo-em-aguas-profundas-do-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sime25Support]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 May 2026 18:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Análise de sedimentos e animais que vivem entre 400 e 1.500 metros de profundidade na Bacia de Santos revelou a presença de fibras plásticas e materiais que servem como isolantes elétricos e retardantes de chamas &#160; André Julião &#124; Agência FAPESP – Um levantamento em sedimentos, peixes e invertebrados que vivem em águas brasileiras profundas, entre [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<div class="card-text">
<div class="LabelMobil">
<p class="summary"><em>Análise de sedimentos e animais que vivem entre 400 e 1.500 metros de profundidade na Bacia de Santos revelou a presença de fibras plásticas e materiais que servem como isolantes elétricos e retardantes de chamas</em></p>
</div>
</div>
<p><span id="more-5672"></span></p>
<div class="linhas">
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>André Julião | Agência FAPESP</strong> – Um levantamento em sedimentos, peixes e invertebrados que vivem em águas brasileiras profundas, entre 400 e 1.500 metros abaixo da superfície, aponta a presença de microplásticos e dos chamados poluentes orgânicos persistentes (POPs). As coletas foram realizadas na Bacia de Santos, distante cerca de 140 quilômetros da costa.</p>
<p>O estudo foi <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0025326X25016248" target="_blank" rel="noopener">publicado</a></strong> no <em>Marine Pollution Bulletin</em> por pesquisadores do Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP) e do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen).</p>
<p>“Esse é mais um passo para entendermos a ocorrência desses poluentes no mar profundo do Brasil. O maior desafio, porém, é determinar a origem dos compostos, já que tanto microplásticos quanto POPs são transportados na atmosfera, e como eles impactam a fauna de profundidade”, conta <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/703464/" target="_blank" rel="noopener">Gabriel Stefanelli-Silva</a></strong>, primeiro autor do estudo, realizado durante doutorado no IO-USP com <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/bolsas/184961/" target="_blank" rel="noopener">bolsa</a></strong> da FAPESP.</p>
<p>O trabalho teve orientação de <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/7072/" target="_blank" rel="noopener">Paulo Sumida</a></strong>, coordenador do Laboratório de Ecologia e Evolução de Mar Profundo (<strong><a href="https://www.io.usp.br/index.php/ocean-coast-res/40-portugues/infraestrutura/laboratorios/402-laboratorio-de-ecologia-e-evolucao-de-mar-profundo-lamp.html" target="_blank" rel="noopener">LAMP</a></strong>) do IO-USP.</p>
<p>O estudo integra ainda o projeto “<strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/auxilios/99843/" target="_blank" rel="noopener">Diversidade e evolução de peixes de oceano profundo (DEEP-OCEAN)</a></strong>”, apoiado pela FAPESP no âmbito do <strong><a href="https://fapesp.br/biota/" target="_blank" rel="noopener">Programa Biota</a></strong> e coordenado por <strong><a href="https://bv.fapesp.br/pt/pesquisador/84470/" target="_blank" rel="noopener">Marcelo Roberto Souto de Melo</a></strong>, professor do IO-USP que também assina o trabalho.</p>
<p>No estudo, duas categorias de POPs foram analisadas em sedimentos e nos peixes: os PCBs (bifenilas policloradas), que são isolantes elétricos, e os PBDEs (éteres difenílicos polibromados), que atuam como retardantes de chamas.</p>
<p>Nos sedimentos, os únicos POPs detectados foram os PCBs. Já nos peixes as duas classes de poluentes persistentes foram encontradas. Entre as espécies estudadas estavam <em>Parasudis truculenta</em>, <em>Hoplostethus occidentalis</em>, <em>Coelorinchus marinii</em> e <em>Neoscopelus macrolepidotus</em>.</p>
<p>As amostras foram obtidas durante dois cruzeiros do navio oceanográfico Alpha Crucis, da USP, que realizou uma série de coletas para diferentes estudos em setembro e novembro de 2019.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Microplásticos</strong></h2>
<p>Enquanto a análise dos sedimentos e dos peixes buscou pelos POPs, nos invertebrados o objetivo foi avaliar a presença de microplásticos, que são fragmentos de plástico com menos de 5 milímetros de comprimento.</p>
<p>“Mesmo quando a origem da poluição plástica é a costa, em algum momento essas partículas chegam ao mar profundo, como é chamado todo o ambiente marinho a partir de 200 metros de profundidade. Organismos detritívoros [que se alimentam de detritos no leito marinho] e filtradores são especialmente propícios a ingerir microplásticos”, explica Stefanelli-Silva.</p>
<p>Não por acaso, entre as nove espécies de invertebrados analisadas, a que mais continha microplásticos no sistema digestório era o pepino-do-mar <em>Deima validum</em>.</p>
<p>De todos os tipos de fibras encontradas, cinco foram classificadas como microplásticos. Entre os polímeros detectados estão a poliamida e a poliacrilonitrila, usadas na indústria têxtil. Já para a poliariletercetona e o poliestireno, que são plásticos resistentes com diversas aplicações, e o polissulfeto, uma borracha sintética, é levantada a possibilidade de que a fonte da contaminação seja proveniente da indústria <em>offshore</em> na Bacia de Santos. Atualmente, cinco plataformas atuam na área e seis outras estão previstas para 2027.</p>
<p>Para evitar contaminação das amostras por microplásticos presentes no ambiente de pesquisa, os pesquisadores seguiram um protocolo que incluía o uso de roupas e instrumentos de análise sem fibras sintéticas. Além disso, foi realizado um rigoroso controle de microplásticos nas superfícies usadas e mesmo do ar do ambiente.</p>
<p>Os pesquisadores ressaltam que este foi um primeiro levantamento, que deve ser aprofundado em estudos futuros. Em <strong><a href="https://pubs.acs.org/doi/full/10.1021/acs.est.4c09487" target="_blank" rel="noopener">trabalho anterior</a></strong>, Stefanelli-Silva, Sumida e outros pesquisadores analisaram animais coletados na Antártica entre 1984 e 2016, depositados na Coleção Biológica Prof. Edmundo F. Nonato, do IO-USP.</p>
<p>Entre os achados, foi encontrado o registro mais antigo da presença de microplásticos na Antártica, uma fibra de pouco mais de 2 milímetros detectada nas vísceras de um crustáceo pequeno, parecido com um camarão e coletado em 1986.</p>
<p>“O mar profundo é difícil de acessar, tem um custo muito alto para pesquisa, mas é muito importante de ser monitorado. A presença de microplásticos e poluentes persistentes mostra parte do impacto das atividades humanas e como este ambiente não está tão distante das pessoas como se pode pensar”, encerra Sumida.</p>
<p>O artigo <em>Microplastics and POPs on the Southwestern Atlantic deep-sea floor: a study of megafauna and sediments</em> pode ser lido em: <strong><a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0025326X25016248" target="_blank" rel="noopener">www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0025326X25016248</a></strong>.</p>
</div>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="https://agencia.fapesp.br/microplasticos-e-poluentes-persistentes-estao-presentes-mesmo-em-aguas-profundas-do-brasil/58140" target="_blank" rel="noopener"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Leia a matéria no website da Agência FAPESP</strong></span></a></p><p>The post <a href="https://www.simpea.eco.br/microplasticos-e-poluentes-persistentes-estao-presentes-mesmo-em-aguas-profundas-do-brasil/">Microplásticos e poluentes persistentes estão presentes mesmo em águas profundas do Brasil</a> first appeared on <a href="https://www.simpea.eco.br">SIMPEA 2026</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>1º Simpósio Internacional de Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos</title>
		<link>https://www.simpea.eco.br/1o-simposio-internacional-de-microplasticos-em-ecossistemas-aquaticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sime25Support]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 May 2026 18:02:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O 1º Simpósio Internacional de Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos (SIMEA) e o 1º Workshop de Coleta, Caracterização e Aplicações de Técnicas Nucleares para Mitigação de Microplásticos (NuclearMicro) integrará cientistas, tecnólogos, gestores públicos, legisladores, profissionais de saneamento e o terceiro setor para debater o impacto do descarte inadequado de plásticos em rios, lagoas, estuários e oceanos. [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.simpea.eco.br/1o-simposio-internacional-de-microplasticos-em-ecossistemas-aquaticos/">1º Simpósio Internacional de Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos</a> first appeared on <a href="https://www.simpea.eco.br">SIMPEA 2026</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="descricao-evento">O 1º Simpósio Internacional de Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos (SIMEA) e o 1º Workshop de Coleta, Caracterização e Aplicações de Técnicas Nucleares para Mitigação de Microplásticos (NuclearMicro) integrará cientistas, tecnólogos, gestores públicos, legisladores, profissionais de saneamento e o terceiro setor para debater o impacto do descarte inadequado de plásticos em rios, lagoas, estuários e oceanos.</div>
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<li class="collapse mais-informacoes"><a class="toggle" href="https://www.gov.br/ipen/pt-br/assuntos/mais-eventos/1o-simposio-internacional-de-microplasticos-em-ecossistemas-aquaticos"> Mais informações</a>
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<div></div>
</li>
</ul>
<p><a href="https://www.gov.br/ipen/pt-br/assuntos/mais-eventos/1o-simposio-internacional-de-microplasticos-em-ecossistemas-aquaticos" target="_blank" rel="noopener"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Veja a matéria no website do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN)</strong></span></a></p><p>The post <a href="https://www.simpea.eco.br/1o-simposio-internacional-de-microplasticos-em-ecossistemas-aquaticos/">1º Simpósio Internacional de Microplásticos em Ecossistemas Aquáticos</a> first appeared on <a href="https://www.simpea.eco.br">SIMPEA 2026</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>IPEN-CNEN e AIEA reforçam parceria global no combate à poluição marinha por microplásticos</title>
		<link>https://www.simpea.eco.br/ipen-cnen-e-aiea-reforcam-parceria-global-no-combate-a-poluicao-marinha-por-microplasticos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sime25Support]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 20 Mar 2026 17:55:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Leia a matéria no website do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN) A visita do Professor Carlos Alonso-Hernandez ao IPEN-CNEN, realizada entre 16 e 20 de março, representou um marco na cooperação científica internacional voltada ao combate à poluição marinha. Pesquisador dos Laboratórios de Meio Ambiente Marinho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://www.simpea.eco.br/ipen-cnen-e-aiea-reforcam-parceria-global-no-combate-a-poluicao-marinha-por-microplasticos/">IPEN-CNEN e AIEA reforçam parceria global no combate à poluição marinha por microplásticos</a> first appeared on <a href="https://www.simpea.eco.br">SIMPEA 2026</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p dir="ltr"><a href="https://www.gov.br/ipen/pt-br/assuntos/mais-noticias/ipen-cnen-e-aiea-reforcam-parceria-global-no-combate-a-poluicao-marinha-por-microplasticos" target="_blank" rel="noopener"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Leia a matéria no website do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN)</strong></span></a></p>
<p dir="ltr">A visita do Professor Carlos Alonso-Hernandez ao IPEN-CNEN, realizada entre 16 e 20 de março, representou um marco na cooperação científica internacional voltada ao combate à poluição marinha. Pesquisador dos Laboratórios de Meio Ambiente Marinho da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e ponto focal da Iniciativa NUTEC Plastics desde 2020, ele trouxe ao Brasil sua expertise no fortalecimento de capacidades científicas e na harmonização de metodologias para o monitoramento de microplásticos. O encontro ocorreu no âmbito do projeto colaborativo “Aplicação de Radiação Ionizante para Redução de Micro e Nanoplásticos e Poluentes Emergentes”, uma parceria estratégica entre o IPEN e a AIEA que visa padronizar métodos de detecção e validar a eficácia de tratamentos in situ.</p>
<p dir="ltr">Durante sua estada, o Professor Alonso-Hernandez ministrou duas palestras para a comunidade científica do instituto. Na primeira, detalhou o programa NUTEC (Nuclear Technology for Controlling Plastic Pollution), iniciativa que articula uma rede global de laboratórios para o rastreio e a mitigação de microplásticos via tecnologia nuclear. Na segunda apresentação, intitulada “Advanced Nuclear and Isotopic Analytical Techniques for Microplastic Analysis in the Marine Environment”, explorou técnicas avançadas de detecção e caracterização, discutindo fronteiras tecnológicas e limitações operacionais. Um dos pilares de sua fala foi a urgência na harmonização metodológica e na comparabilidade interlaboratorial, elementos cruciais para conferir robustez e confiabilidade aos marcos de monitoramento global. O especialista também participou do workshop &#8220;Facing the Microplastics Challenge: Research Advances and Future Actions&#8221;, evento que reuniu pesquisadores como Cláudia Lamparelli (CETESB &#8211; Setor de Águas Litorâneas) e Décio Semensatto (UNIFESP &#8211; Departamento de Ciências Ambientais) para debater os avanços e desafios do setor.</p>
<p dir="ltr">A agenda incluiu ainda visitas às instalações do IPEN, contemplando o Centro de Tecnologia das Radiações, o Centro do Reator de Pesquisas, o Centro de Lasers e Aplicações e o Centro de Química e Meio Ambiente. O professor manifestou entusiasmo com a infraestrutura da instituição, classificando-a como única na América Latina. Entre os destaques tecnológicos, foram ressaltados a Unidade Móvel de Irradiação &#8211; caminhão equipado com um acelerador de feixe de elétrons para tratamento de efluentes industriais &#8211; e o SNOM (Scanning Near-field Optical Microscopy), microscópio óptico de altíssima resolução para análises em escala nanométrica, duas ferramentas consideradas vitais para a vanguarda da pesquisa ambiental brasileira.</p>
<p dir="ltr">Complementando as atividades técnicas, o Professor Alonso-Hernandez conheceu o Rio dos Bugres, na Baixada Santista, para verificar in situ os desafios críticos da região. Um estudo prévio do IPEN, em parceria com o Instituto EcoFaxina, identificou o local como um dos rios mais poluídos por microplásticos no mundo. Acompanhado pelos pesquisadores Ademar Benévolo Lugão e Sueli Borrely (IPEN), e pelo diretor-presidente do EcoFaxina, William Schepis, o professor enfatizou o compromisso social da ciência:</p>
<p dir="ltr">“Que possamos compartilhar com os tomadores de decisão esses níveis de contaminação cientificamente validados para estruturar um programa de manejo na região. IPEN e EcoFaxina estão abrindo portas não apenas para o setor investigativo, mas também para o social e a educação ambiental, o que também é importante, porque não trabalhamos para nós mesmos, trabalhamos para a sociedade”, concluiu.</p>
<p>&nbsp;</p><p>The post <a href="https://www.simpea.eco.br/ipen-cnen-e-aiea-reforcam-parceria-global-no-combate-a-poluicao-marinha-por-microplasticos/">IPEN-CNEN e AIEA reforçam parceria global no combate à poluição marinha por microplásticos</a> first appeared on <a href="https://www.simpea.eco.br">SIMPEA 2026</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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